terça-feira, 9 de junho de 2015

Luz do Sol... sobre a vitamina D e exposição solar para a Saúde


Este texto foi transcrito de uma entrevista excelente e de enorme utilidade pública que o Dr. Cícero Coimbra concedeu ao prof. Wallace Lima, do portal Saúde Quantum. Se conseguir o link, publico o vídeo.

Diversas doenças do mundo contemporâneo estão relacionadas à deficiência de vitamina D, especialmente as crônicas, de forma que as pessoas passam grande parte da vida se medicando e não obtendo resultados.

Questão grave em todo o mundo, a deficiência de vitamina D, que é erroneamente chamada de vitamina e é na verdade um hormônio, que, em quantidades muito pequenas produz grande efeito biológico, atinge 9 em cada 10 indivíduos.

Segundo o Dr Cícero Coimbra, professor do Departamento de Neurologia da UNIFESP e pesquisador do papel deste hormônio no organismo e tratamento de diversas patologias, mais de 100 doenças diferentes são provocadas ou afetadas pela deficiência de vitamina D, que é produzida na pele de forma pré-ativa pela exposição solar, sua fonte natural. Os alimentos possuem quantidades muito pequenas da vitamina. Portanto, a exposição solar em horários em que o sol tem o mínimo de intensidade, é a melhor forma de se obter doses normais ou através da suplementação.

Como vivemos em ambientes fechados a maior parte do tempo, não tomamos mais sol como antigamente, agravando a deficiência. Nos meios urbanos, ainda a suplementação pode ser a melhor forma de correção.

A vitamina D tem muitas funções, especialmente no sistema imunológico, podendo sua deficiência causar e agravar doenças autoimunes. Ela ativa e regula mais de 2000 genes nas nossas células. Descobriu-se inclusive que a falta de vitamina D na gestação provoca autismo em crianças que nascem de mães que não se expõem ao sol.
A vitamina D é fundamental para o desenvolvimento do cérebro do bebê, mesmo na vida intrauterina e nos primeiros anos de vida. É fundamental para o tecido nervoso e sistema imunológico. Ela controla doenças autoimunitárias graves como esclerose múltipla, artrite reumatoide, miastenia gravis, lúpus, psoríase, doença de Chron, retocolite ulcerativa, fibromialgia etc.

A vitamina também tem fundamental importância no desenvolvimento do cérebro da criança. As crianças têm pouquíssima exposição solar, pois vivem confinadas em casa jogando videogame ou em quadras cobertas na escola. 

Existe uma cultura de que o sol faz mal e isso é, segundo o Dr. Coimbra, desastroso para a saúde pública e para o sistema educacional do país, pois uma criança que mantém níveis baixos de vitamina D tem baixíssima capacidade de aprendizado, de se escolarizar, de assimilar conhecimento, pois tem deficiência cognitiva. Além de estar mais predisposta a doenças como asma e doenças infecciosas.

A cultura do medo do sol, de usar protetor solar para sair de casa impede que o nosso corpo produza a quantidade necessária de vitamina D. Para a produção da vitamina, somente após 30 minutos de exposição ao sol é que se deveria utilizar protetor solar.

Tem sido amplamente investigado o papel da suplementação da vitamina D no câncer e hoje já se sabe que ela reduz o risco desta doença. Se fossem dadas 5000 UI de vitamina D para toda a população adulta, seria suficiente para tirá-la da deficiência. E uma dose diária de 10000 UI, absolutamente segura para um adulto, segundo o Dr. Coimbra, é suficiente para manter um adulto com concentração sanguínea entre o valor mínimo e o máximo preconizado pela Sociedade Americana de Endocrinologia.

Estas doses são absolutamente seguras para adultos e com base científica para seu uso e estão muito abaixo da Dose Diária Recomendada (RDA = 600 UI), que é irrisória e mantém o indivíduo em carência. Em poucos minutos de exposição solar, produzimos facilmente 5000 a 10000 UI de vitamina D. Se fossem fornecidas 5000 UI de vitamina para toda a população adulta, haveria uma redução de 40 a 50% no número de novos casos de câncer.

Além de câncer, diabetes e hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças infecciosas (especialmente tuberculose) e todas as doenças autoimunitárias podem ser prevenidas através da adequação dos níveis de vitamina D.

É importante que adultos e pais de crianças em idade escolar solicitem a seus médicos e nutricionistas exame para conhecer seus níveis de vitamina D e corrigir em caso de deficiência.
A correção da deficiência desse hormônio imunorregulador, regulador da pressão arterial, potencializador da atividade fisiológica do sistema imunológico etc., teria um grande impacto positivo na saúde publica em relação ao tratamento de todas as doenças relacionadas à sua atuação.

Quando se deixa de atuar sobre a causa de uma doença, mantém-se o individuo eternamente doente, transformando-o num consumidor crônico de medicamentos.

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