segunda-feira, 16 de novembro de 2015


Bolo vegano de laranja

Este bolo fica uma delícia e bem fofinho!

Ingredientes:
- 2 xícaras de farinha de trigo (ou de arroz, que não tem glúten)
- 1 xícara de açúcar demerara
- 250 ml de suco natural de laranjas
- raspas de 1 laranja
- 4 colheres de sopa de óleo vegetal (o de coco é uma ótima opção, mas deixa sabor bem marcante, ainda não temos no Brasil sem sabor, que seria ótimo)
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Preparo:
Misture tudo muito bem, por último o fermento e leve para assar em forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos. Unte a forma com óleo vegetal e farinha.

Bom apetite! ;-)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Se eu tirar as carnes do cardápio, de onde posso obter o ferro?

Muita gente me questiona se é viável uma alimentação sem nenhum tipo de carne, ou seja, sem comer animal algum. Isso porque existe um mito de que só conseguimos o ferro por meio das carnes vermelhas principalmente e que, se não as consumirmos, vamos ficar fracos, abatidos e com anemia. Mas isso não é verdade se forem ingeridos alimentos vegetais fontes de ferro e se for otimizada sua absorção. 

O ferro pode ser encontrado em vários alimentos do reino vegetal, como: 

- leguminosas: feijões de todos os tipos, lentilha, grão de bico, soja (também tofu)
- folhas verde-escuro: agrião, couve-manteiga, brócolis, espinafre, almeirão etc. 
- oleaginosas: castanhas do Brasil, de caju, amêndoas, nozes, amendoim, avelã etc.
- sementes de abóbora, de gergelim e de linhaça
- melado de cana
- cereais integrais: arroz, amaranto, quinua, aveia
- frutas secas como uvas passas e damasco


Para melhorar a biodisponibilidade e absorção do ferro dos vegetais, alguns cuidados são importantes:

- Coma alimentos fontes de vitamina C - frutas cítricas como abacaxi, limão, kiwi, goiaba, acerola, maracujá etc. - na mesma refeição que os alimentos ricos em ferro, pois ela melhora a absorção deste mineral.

- Deixe os feijões, as sementes e os cereais de molho na água por cerca de 8 horas a 12 horas e troque a água antes de cozinhar. Isso reduz o teor de ácido fítico, que atrapalha a absorção de ferro, zinco e cálcio.

- Não consuma alimentos como café, laticínios numa mesma refeição que contenha alimentos ricos em ferro, pois eles contêm componentes que atrapalham a absorção.

- Cuide do intestino comendo fibras (verduras, legumes, cereais integrais, frutas com casca) ou tomando probióticos se necessário e indicado por um profissional de saúde. Com uma microbiota saudável a absorção de nutrientes, entre eles o ferro, é otimizada.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bioimpedância


Agora podemos contar com um dos equipamentos mais modernos para análise mais detalhada e prática da composição corporal: InBody 370.

Em segundos, podemos ter as seguintes informações:

- Análise músculo-gordura
- Massa muscular segmentar (por tronco, membros inferiores e superiores e % de adequação em cada segmento!)
- Gordura segmentar (também por tronco, membros inferiores e superiores e % de adequação em cada segmento)
- % de gordura e massa magra total
- líquidos corporais 
- Sugestão de plano de exercícios físicos de acordo com o gasto calórico 

E muito mais!

Agora ficou mais rápido, com mais precisão e detalhamento acompanhar a evolução dos pacientes e clientes, o que torna ainda mais motivador o processo de reeducação alimentar e a continuidade na prática de exercícios, o que certamente gerará melhores resultados.

Abaixo, o exemplo da folha de resultados:


Para fazer sua avaliação, é necessário o seguinte preparo:

- roupas leves ou de ginástica, sem metais na roupa e no corpo
- 24h antes: não ingerir álcool, cafeína, chocolate, energéticos, mate ou chá preto
- 12h antes: sem sauna e sem atividade física pesada (ou não fazer exercícios no dia)
- 2 a 3h antes: jejum
- 30 minutos antes: esvaziar a bexiga (pode ser no consultório)

A Bioimpedância pode ser realizado como parte da consulta nutricional e de forma avulsa. Agende hoje a sua!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Luz do Sol... sobre a vitamina D e exposição solar para a Saúde


Este texto foi transcrito de uma entrevista excelente e de enorme utilidade pública que o Dr. Cícero Coimbra concedeu ao prof. Wallace Lima, do portal Saúde Quantum. Se conseguir o link, publico o vídeo.

Diversas doenças do mundo contemporâneo estão relacionadas à deficiência de vitamina D, especialmente as crônicas, de forma que as pessoas passam grande parte da vida se medicando e não obtendo resultados.

Questão grave em todo o mundo, a deficiência de vitamina D, que é erroneamente chamada de vitamina e é na verdade um hormônio, que, em quantidades muito pequenas produz grande efeito biológico, atinge 9 em cada 10 indivíduos.

Segundo o Dr Cícero Coimbra, professor do Departamento de Neurologia da UNIFESP e pesquisador do papel deste hormônio no organismo e tratamento de diversas patologias, mais de 100 doenças diferentes são provocadas ou afetadas pela deficiência de vitamina D, que é produzida na pele de forma pré-ativa pela exposição solar, sua fonte natural. Os alimentos possuem quantidades muito pequenas da vitamina. Portanto, a exposição solar em horários em que o sol tem o mínimo de intensidade, é a melhor forma de se obter doses normais ou através da suplementação.

Como vivemos em ambientes fechados a maior parte do tempo, não tomamos mais sol como antigamente, agravando a deficiência. Nos meios urbanos, ainda a suplementação pode ser a melhor forma de correção.

A vitamina D tem muitas funções, especialmente no sistema imunológico, podendo sua deficiência causar e agravar doenças autoimunes. Ela ativa e regula mais de 2000 genes nas nossas células. Descobriu-se inclusive que a falta de vitamina D na gestação provoca autismo em crianças que nascem de mães que não se expõem ao sol.
A vitamina D é fundamental para o desenvolvimento do cérebro do bebê, mesmo na vida intrauterina e nos primeiros anos de vida. É fundamental para o tecido nervoso e sistema imunológico. Ela controla doenças autoimunitárias graves como esclerose múltipla, artrite reumatoide, miastenia gravis, lúpus, psoríase, doença de Chron, retocolite ulcerativa, fibromialgia etc.

A vitamina também tem fundamental importância no desenvolvimento do cérebro da criança. As crianças têm pouquíssima exposição solar, pois vivem confinadas em casa jogando videogame ou em quadras cobertas na escola. 

Existe uma cultura de que o sol faz mal e isso é, segundo o Dr. Coimbra, desastroso para a saúde pública e para o sistema educacional do país, pois uma criança que mantém níveis baixos de vitamina D tem baixíssima capacidade de aprendizado, de se escolarizar, de assimilar conhecimento, pois tem deficiência cognitiva. Além de estar mais predisposta a doenças como asma e doenças infecciosas.

A cultura do medo do sol, de usar protetor solar para sair de casa impede que o nosso corpo produza a quantidade necessária de vitamina D. Para a produção da vitamina, somente após 30 minutos de exposição ao sol é que se deveria utilizar protetor solar.

Tem sido amplamente investigado o papel da suplementação da vitamina D no câncer e hoje já se sabe que ela reduz o risco desta doença. Se fossem dadas 5000 UI de vitamina D para toda a população adulta, seria suficiente para tirá-la da deficiência. E uma dose diária de 10000 UI, absolutamente segura para um adulto, segundo o Dr. Coimbra, é suficiente para manter um adulto com concentração sanguínea entre o valor mínimo e o máximo preconizado pela Sociedade Americana de Endocrinologia.

Estas doses são absolutamente seguras para adultos e com base científica para seu uso e estão muito abaixo da Dose Diária Recomendada (RDA = 600 UI), que é irrisória e mantém o indivíduo em carência. Em poucos minutos de exposição solar, produzimos facilmente 5000 a 10000 UI de vitamina D. Se fossem fornecidas 5000 UI de vitamina para toda a população adulta, haveria uma redução de 40 a 50% no número de novos casos de câncer.

Além de câncer, diabetes e hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças infecciosas (especialmente tuberculose) e todas as doenças autoimunitárias podem ser prevenidas através da adequação dos níveis de vitamina D.

É importante que adultos e pais de crianças em idade escolar solicitem a seus médicos e nutricionistas exame para conhecer seus níveis de vitamina D e corrigir em caso de deficiência.
A correção da deficiência desse hormônio imunorregulador, regulador da pressão arterial, potencializador da atividade fisiológica do sistema imunológico etc., teria um grande impacto positivo na saúde publica em relação ao tratamento de todas as doenças relacionadas à sua atuação.

Quando se deixa de atuar sobre a causa de uma doença, mantém-se o individuo eternamente doente, transformando-o num consumidor crônico de medicamentos.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Leites vegetais


Você já experimentou leites vegetais?

Os leites vegetais são alternativas muito nutritivas e gostosas ao leite de vaca.

Eles não contêm lactose, então não causam os sintomas indesejáveis em quem tem intolerância a este açúcar. São ricos em minerais e em gorduras benéficas à saúde e possuem proteínas, ainda que em quantidade menor do que o leite de vaca. Para quem tem inflamações constantes como rinite, sinusite, bronquite etc., a troca de leite pode trazer grandes melhoras.

Ao consumirmos leites vegetais no lugar do leite de vaca, também favorecemos nossa saúde, pois hoje sabe-se que o leite de vaca, da forma como é produzido, contém grande quantidade de hormônios e antibióticos, que são utilizados nas vacas para otimizar a produção e que passam para o nosso organismo, favorecendo desequilíbrios e doenças.

O leite de amêndoas, por exemplo, é uma alternativa melhor do que o leite de soja, que muitas vezes é alergênico também.

Experimente esta receita, que pode ser consumida pura ou com açúcar, canela ou fruta, dependendo do seu objetivo e estado de saúde.

Depois me conte o que achou!

Leite de amêndoas

Ingredientes
- 20 amêndoas
- 1 copo (200 ml) de água filtrada

Preparo
- Deixe de molho as amêndoas por 8 horas para hidratá-las ou por 16 horas para germiná-las (bem interessante porque neste período concentra-se o máximo de nutrientes e vitalidade da semente).
- Escorra a água do molho e retire a pelinha das amêndoas.
- Bata no liquidificador com a água filtrada e coe com um filtro de pano bem fininho (tecido de voil ou organza fino, encontrado em casa de produtos para alimentação natural) ou em uma peneira bem fina.


*Obs.: você pode colocar mais ou menos água de acordo com o quão encorpado queira que o leite fique.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sobre o whey protein...


O uso indevido de suplementos tem sido bastante comentado nos últimos tempos, mas resolvi abordá-lo por aqui porque muitas dúvidas por parte dos clientes têm chegado até mim, assim como casos de uso exagerado deste complemento como se fosse comida!

O que é whey protein?

Basicamente é o nome do suplemento proteico obtido a partir do soro do leite proveniente da fabricação de queijo. Trata-se de uma proteína de qualidade ou de alto valor biológico, ou seja, contém em sua composição aminoácidos essenciais. O whey protein auxilia na recuperação e ganho de massa muscular e seus benefícios vêm sendo investigados em outras aplicações como tratamento de câncer, diabetes, cicatrização etc. No entanto, isso não significa que se deve consumi-lo como se fosse um alimento!

Cada indivíduo tem sua necessidade diária de proteína segundo sexo, peso, idade, prática de atividade física etc.. Este é o primeiro ponto a se ter em mente quando se pensa numa possível suplementação. Após conhecer o total proteico que o indivíduo precisa ingerir por dia, o nutricionista avalia a ingestão atual. Muitas vezes, a alimentação já contém quantidade suficiente de proteínas quando a pessoa consome feijões, leite/laticínios, carnes de qualquer tipo e ovos! Isso falando apenas nos alimentos mais ricos neste macronutriente. Ainda encontramos proteínas em outros alimentos como pães e arroz integrais, castanhas, legumes etc. Então, é fácil atingir a necessidade de proteína diária para praticante de atividade física muitas vezes até mesmo para quem é vegetariano (claro, para aqueles que se alimentam adequadamente).

O whey protein é então, apenas uma complementação da alimentação diária, quando as necessidades proteicas não são supridas pela ingestão de alimentos ou para facilitar a ingestão de nutrientes necessários para o ganho muscular quando a praticidade é crucial, mas nas refeições principais devem ser sempre priorizadas a comida e os alimentos naturais, e uma refeição completa vai fornecer outros nutrientes e compostos bioativos importantes para a saúde que um suplemento não contém! Além de ser mais gostoso saborear uma refeição do que tomar vários shakes por dia, não é mesmo? E digo isso porque já vi pessoas tomando 'whey' em várias momentos do dia, como um substituto de refeição! No café da manhã porque têm pressa e não dão importância a esta refeição. No pós-treino porque é necessário proteína nesta hora. No lanche da tarde porque é mais prático e muitas vezes no lugar do jantar ou antes de dormir porque não "têm tempo" de preparar algo com mais qualidade para comer. Parece exagero? É. Mas já ouvi esses relatos em consultório e ainda mais, consumo em doses duas vezes maior do que o organismo conseguir aproveitar de uma só vez. Sem falar no desperdício de dinheiro: 'whey' não é um suplemento barato, é? Vale lembrar também que o excesso de proteína é convertido em gordura corporal.

Portanto, o whey protein tem seus benefícios e sua indicação. Mas é preciso incluí-lo na alimentação com critério e sempre sob orientação profissional, após avaliação de sua real necessidade, assim como em que quantidades e de que forma ele deverá ser utilizado.