domingo, 25 de setembro de 2011

Cirurgia bariátrica acompanhada


Acompanhamento de profissionais habilitados faz toda a diferença no pós-cirúrgico

Com a crescente onda de obesidade no mundo inteiro, a cirurgia bariátrica vem ganhando espaço como opção de tratamento. Um grande estudo mundial internacional lançado em fevereiro de 2011 mostrou que 10% dos adultos são obesos. São 500 milhões de pessoas. Em 2008: 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres eram obesos.

A cirurgia bariátrica é um método invasivo, que tem por finalidade diminuir o estômago, e pode ser feita através de diversas técnicas, sendo que a mais realizada é o método Fobi-Capella. Essa técnica consiste na exclusão de uma parte do estômago, desviando parte da alça do intestino, com a colocação ou não de um anel no início do estômago.

Porém, observamos que uma grande parte dos pacientes não investem no tratamento pré e pós cirurgia, que consiste no acompanhamento nutricional e psicológico.

Alguns até procuram o profissional com a finalidade de obter o laudo que o libera para o procedimento, porém não investem na mudança do comportamento alimentar e emocional, com tempo necessário de promover mudanças efetiva antes e após a cirurgia.

É comum ouvir relatos e receber pacientes que após o procedimento voltam a ingerir comidas gordurosas, ou salgadinhos, chocolates, refrigerantes, provocando crises de dor e mal estar, colocando sua vida em risco.

Vão para a mesa de cirurgia sem estarem realmente implicados com o pós-cirúrgicos, principalmente despreparados para as mudanças que obrigatoriamente terão que promover. Mesmo com diversos meios de comunicação comentando sobre o assunto, ainda ouço pessoas me falarem que a cirurgia ”tira a fome”, resolvendo um problema de uma vida inteira de comilança.

Esse é o grande erro de muitas pessoas, que desenvolvem a crença que a cirurgia é um procedimento milagroso, mesmo quando advertidas pela própria equipe médica. Preferem acreditar que tudo será resolvido, usando da negação, e se colocando nas mãos da cirurgia.

É de extrema importância ter claro que toda mudança depende somente do “paciente”, e que a cirurgia é somente uma intervenção mecânica, todo o resto é da responsabilidade do paciente. O desejo de comer está na cabeça, o que significa que precisa aprender a comer somente como forma de se alimentar, não podendo comer quando está triste, ansiosa, principalmente com crises de compulsão alimentar.

Com a terapia o paciente poderá detectar quais os gatilhos emocionais o levam a comer com exagero, podendo desenvolver instrumentos para lidar com os aspectos emocionais presentes no comportamento alimentar. Desta forma o auxílio da equipe de profissionais se faz necessário para que obtenha resultados duradouros, sendo um cuidado importante para que possa manter a saúde física e mental.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Você sabe para que serve seu metabolismo?

Metabolismo é o conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo a fim de que este produza energia e exerça adequadamente todas as funções para que o corpo funcione bem.

A eficiência do metabolismo é um ponto fundamental para o equilíbrio do nosso organismo.

Pessoas com metabolismo alto consomem facilmente a energia ingerida. Outras, com metabolismo lento, têm dificuldade em gastar energia, o que pode implicar, por exemplo, na facilidade para o ganho de peso.

Alguns fatores que contribuem para as variações de metabolismo entre as pessoas:

- sexo: no masculino o gasto energético é maior devido à maior quantidade de massa muscular;
- idade: o metabolismo diminui com o envelhecimento;
- massa muscular: quanto maior, maior o gasto;
- atividade física: sua prática regular aumenta o metabolismo;
- fatores genéticos.

Como podemos conhecer a eficiência do nosso metabolismo?

Através de fórmulas matemáticas, alguns programas de computador usados por nutricionistas fornecem estimativa de valores do gasto energético. Ou pode-se fazer o exame de calorimetria indireta, que fornece o valor real do gasto de energia de cada indivíduo.

Como a medida do metabolismo (calorimetria) pode me ajudar?

Através da medida do gasto de energia podemos saber, de modo preciso, se o metabolismo é normal, lento ou acelerado.

Com o resultado, pode-se elaborar um planejamento alimentar mais consistente e mais preciso focado no objetivo de cada um, seja ganho ou perda de peso.

*Para maiores informações sobre este exame e onde fazê-lo, entre em contato com a Nutricionista Carla Meireles:
(11) 9 9439-2003.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Efeito sanfona, você sabe o que é isso?

Muitos certamente já ouviram falar no termo 'efeito sanfona'. O famoso engorda-emagrece-engorda... ocorre quando há emagrecimento e ganho de peso consideráveis em curtos intervalos. O que talvez não se saiba é que ele é bastante prejudicial à saúde. A pele, por exemplo, sofre muito com este processo, uma vez que a distensão e a recuperação da forma esticada pode causar estrias, dificuldades de circulação e um aspecto de envelhecimento precoce. Além disso, perder peso sem orientação adequada pode levar o organismo à deficiência severa de nutrientes e estacionar definitivamente o emagrecimento, uma vez que o metabolismo é todo alterado.

É muito comum as pessoas passarem anos fazendo dietas malucas que viram em revista, na internet ou que a amiga ou a vizinha indicou, até perdem alguns quilos, mas ao voltarem a comer da mesma forma como faziam antes, em pouco tempo recuperam todo o peso ou ganham mais.

Por que isso acontece?


Existem diversos mecanismos fisiológicos que o corpo utiliza para manter o peso. Emagrecer muito em pouco tempo é uma agressão para o organismo, que tenta se defender, reduzindo o gasto energético
e estocando o máximo de energia que puder para voltar ao peso anterior.

As células gordurosas produzem leptina, hormônio que informa ao cérebro que os estoques de gordura estão preenchidos. Quando há uma perda de peso significativa, os níveis de leptina diminuem e o cérebro entende que é preciso comer mais para repor a quantidade de gordura no organismo.

Nas dietas radicais o estômago também produz mais grelina, hormônio que estimula a fome.

É preciso ter orientação especializada quando se pretende iniciar uma reeducação alimentar com o objetivo  de emagrecer, pois mesmo após ter começado este processo, o corpo precisa de um tempo para se acostumar com o novo peso: em média um mês para cada quilo eliminado. O peso muitas vezes se estabiliza, mas após a adaptação, o emagrecimento continua a acontecer. Por isso, é preciso ter paciência e entender que emagrecimento é um processo gradativo e que, portanto, leva tempo. O mais importante é preservar ou recuperar a saúde, transformando hábitos, atitudes, pensamentos e sentimentos em relação à comida, pois só assim os resultados serão duradouros.

Também é importante lembrar: perder peso simplesmente não é igual a emagrecer. com dietas radicais perdem-se líquidos e massa muscular, principalmente, e não gordura.

Algumas dicas para manter o metabolismo mais ativo:

1) A alimentação deve ser variada. A monotonia pode levar à deficiência de nutrientes, o que atrapalhar a aceleração do metabolismo;
2) Varie o máximo que puder o consumo de frutas, verduras e legumes durante a semana: eles levam vitaminas essenciais que regulam todo o metabolismo e as reações de queima de energia;
3) Beba água. Ela é fundamental para o organismo. Diminuir a ingestão de água provoca a redução da eficiência da queima de gordura;
4) Durma bem e o suficiente todos os dias. Um bom sono auxilia o organismo a queimar gordura, pois regula a produção e o funcionamento de vários hormônios;
5) Modifique a forma de fazer exercícios: a monotonia no estímulo físico atrasa a queima de gordura;
6) Troque refrigerantes por sucos ou água. O excesso destas bebidas ajuda a reduzir o cálcio do organismo e este mineral é importante para o emagrecimento;
7) Controle os níveis de estresse, pois ele causa alterações hormonais ligadas ao ganho de gordura e de peso como um todo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Qual a diferença entre sal e sódio?


Adaptado do texto da nutricionista Hevoise Papini.

O que é o sal?

O sal de cozinha tem em sua composição os elementos sódio (Na) e cloro (Cl), o que resulta em cloreto de sódio (NaCl). É essa combinação de elementos que confere o sabor salgado. 1g de sal (NaCl) contém 400mg de sódio.

No rótulo dos alimentos é descrita a quantidade de sódio e não de sal. A recomendação de SÓDIO é de 1,6 a 2,4g por dia.

Quando o sódio está sozinho ou combinado com outros elementos pode não ter gosto de nada ou levemente salgado. É o que acontece com os aditivos alimentares usados na conservação dos alimentos industrializados, onde o sódio é combinado com glutamato ou outros elementos. Desta forma, mesmo sem sabor salgado, a quantidade de sódio pode ser muito grande sem que se perceba. É o que acontece nos alimentos industrializados doces como refrigerantes, sucos, biscoitos etc.
Então:
Recomendação de sal (NaCl ou sal de cozinha): 5 a 6g/dia.
Recomendação de sódio (Na): 1,6 a 2,4g/dia.
Para exemplificar, uma simples e 'inofensiva' sopinha instantânea contém aproximadamente 680mg de sódio. Um pacote de macarrão instantâneo com tempero apresenta entre 1300 e 1500mg deste elemento, o que representa quase o total que se deve consumir em 24 horas.
ATENÇÃO: o sódio NÃO É UM VENENO. É um elemento VITAL que exerce funções importantíssimas no nosso corpo. Não existe vida humana sem sódio. Não existe nenhum alimento que seja ruim. Existe um mau uso dos alimentos, na maioria das vezes pela ignorância de informações adequadas.

Para mais informações sobre o tema, acesse o link: Sódio além do sal.
Leia os rótulos. Se tiver dúvidas, pergunte sempre ao seu Nutricionista. Nos dias de hoje todos devem ter um.