sábado, 30 de julho de 2011

Tudo o que é diet/light faz bem?

 

Quem quer ou precisa emagrecer está sempre atento ao consumo de alimentos diet ou light. Nas prateleiras dos supermercados é cada vez mais comum encontrarmos estas versões para quase todo tipo de produto. Mas será que eles realmente ajudam no emagrecimento ou fazem bem para a saúde?

Primeiramente, é importante saber a diferença entre os dois:

Diet é aquele produto isento de algum componente, que pode ser açúcar, sódio, gordura etc. Normalmente ele é indicado para quem tem alguma patologia, como por exemplo, diabetes. Um alimento diet normalmente não contém açúcar, se for este o macronutriente excluído. Entretanto, retirando-se um componente, geralmente acrescenta-se outro para manter as características do produto original. É por isso que os chocolates diet, por exemplo, não contêm açúcar, mas são mais ricos em gordura do que a versão comum. Portanto, deve ser consumido com moderação por quem precisa evitar o açúcar e não necessariamente deve ser a escolha daquelas pessoas que não têm problemas de saúde que impeçam ingestão de açúcar.

- Light é aquele produto que contém 25% a menos de algum componente em relação à versão tradicional, sendo geralmente gordura, açúcar, sódio. Isso não quer dizer que podem ser consumidos à vontade: primeiro porque a versão original pode ser rica em calorias, sendo a redução de 25% não tão vantajosa. Segundo porque, muitas vezes, reduz-se um componente, por exemplo, o açúcar, mas adiciona-se mais gordura, o que torna o alimento ainda mais calórico do que a versão normal. É o caso de alguns biscoitos, por exemplo. Leia os rótulos e compare as tabelas de composição nutricional dos produtos!

E atenção! Para quem precisa reduzir a ingestão de calorias, não vale consumir um alimento em maior quantidade só porque ele é light. Neste caso, ingere-se um valor calórico igual a um produto normal, perdendo-se a vantagem de ser light.


Outro ponto importante a ser observado no consumo destes produtos, é que eles levam em sua composição adoçantes e, muitas vezes, sódio em excesso. O excesso de consumo de adoçantes pode "disparar" o apetite para o sabor doce e o excesso de sódio é prejudicial para hipertensos, por exemplo.

O sabor de alguns alimentos diet/light não é agradável, de forma que, ao tentar restringir a ingestão de calorias, optamos por eles, mas, não sendo tão gostosos como o original, comemos e não ficamos satisfeitos. Daí fica aquela vontadezinha e vamos procurar comer algo mais para saciá-la. Resultado: comemos mais do que pretendíamos. Neste caso, seria preferível comer sem culpa o que tinha vontade, com moderação e não tentar enganar a vontade com um alimento light.

Os alimentos diet e light têm sua utilidade dentro das mais diversas situações em que se necessita de ingestão controlada de nutrientes e calorias, mas nem sempre seu uso é uma boa saída para quem quer emagrecer e nem é indicado para qualquer pessoa. Fique atento! E consulte sempre um profissional da área para indicar o que é melhor para o seu caso.

domingo, 17 de julho de 2011

Por que se consultar com um Nutricionista?

Quando se fala em nutricionista, geralmente as pessoas pensam em dieta para emagrecimento ou que precisa dos serviços deste profissional só quem tem problemas com peso. Grande engano!

O nutricionista é o profissional mais indicado e o único habilitado a orientar a alimentação (vide função privativa do nutricionista: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=leis&pub=95) e esta tem, comprovadamente, papel fundamental no controle e na prevenção de outras doenças crônicas além da obesidade, entre as mais comuns:

- diabetes
- hipertensão
- dislipidemias (colesterol e/ou triglicérides elevados)
- gastrite e doenças inflamatórias intestinais etc.

Outras queixas frequentemente relatadas no consultório são obstipação intestinal, estresse, ansiedade, fraqueza, cansaço, desânimo. Uma alimentação balanceada e bem orientada pode ser grande aliada para combater todas elas.

O nutricionista poderá ajudá-lo a selecionar os alimentos para a prevenção das doenças crônicas, de acordo com as suas necessidades e preferências. Mas não espere apresentar sintomas para procurar este profissional: uma consulta deve ser feita mesmo quando não há nenhum problema diagnosticado e é uma medida essencial para a prevenção e melhora da saúde e da disposição!

Desde a infância, uma orientação especializada é fundamental. É muito importante acompanhar o crescimento da criança para detectar se o alcance de peso adequado está ocorrendo, se há carência de nutrientes essenciais para o desenvolvimento etc.

Na adolescência, problemas mais graves podem acontecer. Essa população é um grupo mais vulnerável às influências e apelos externos, seja da mídia, turma de amigos, modismos etc. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e bulimia nervosa são muito perigosos. Pais e educadores devem estar atentos para identificar quando há algo errado. A ida regular a um nutricionista capacitado e treinado na área tem papel fundamental no tratamento destes transtornos. Assim, o paciente devidamente orientado tem mais chances de se recuperar com saúde, reduzindo as chances de recaídas.

A 3ª ou melhor idade também é uma fase que exige cuidados especiais. Muitas vezes, por outros problemas de saúde como visão ou dentição prejudicadas ou mesmo depressão e outras doenças, a ingestão adequada de diversos nutrientes fica comprometida, o que acaba por causar desnutrição no indivíduo idoso. Uma avaliação e um planejamento alimentar adequados também são indicados.

Cuidado com dietas da moda!

Quando o assunto é emagrecimento, não faltam receitas e métodos "infalíveis" e dietas que prometem milagres. Se elas realmente funcionassem, não precisaria ser lançada uma nova a cada semana, não é mesmo? Portanto, todo cuidado é pouco.

Deve-se estar atento com as informações divulgadas nos mais diferentes meios de comunicação sobre métodos sobre como perder peso. Fazer regimes por conta própria ou seguir uma dieta sugerida por uma revista pode representar risco à saúde. Além de anemia e fraqueza por falta de nutrientes, pode ocasionar um emagrecimento descontrolado seguido de um ganho de peso muitas vezes bem maior do que aquele perdido. Outro risco das dietas restritivas é que elas são fator de risco para o surgimento de um transtorno alimentar.

Uma orientação sobre como se alimentar precisa ser individualizada e, portanto, levar em conta preferências, hábitos, estilo de vida de cada um. Além disso, é essencial que sejam trabalhadas as crenças sobre alimentação que cada pessoa apresenta, pois isso pode determinar o sucesso do tratamento, bem como melhorar a relação do indivíduo com a comida. Caso contrário, os resultados não serão efetivos e duradouros!

Preserve sua saúde e seu bem estar e procure sempre um nutricionista especializado.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comemos com os olhos!


Brian Wansink, especialista americano em comportamento alimentar, realizou um experimento para verificar o quanto comemos apenas pelo alimento estar facilmente disponível ou à nossa vista.
Em um escritório, foram colocados pequenos bombons em duas mesas, com cerca de 2 metros de distância entre elas em duas bombonieres, uma transparente e uma opaca. A cada dia seu conteúdo era reposto.
Observou-se que uma secretária, em um dia comum, comeria cerca de 9 pequenos bombons - contendo cerca de 225 calorias - se eles estivessem em sua mesa.
Mas, se os doces fossem mudados para 2 metros afastados de sua mesa, ela comeria apenas 4 bombonzinhos - cerca de 125 calorias a menos por dia. Em um ano, um ganho extra de 5 a 5,5 kg pode ocorrer tendo os bombons à sua mesa ao invés de a 2 metros de distância.
Ao serem questionadas se a distância as desencorajaria a andar até a bomboniere, elas responderam: "eu realmente pararia para pensar: estou mesmo com fome?". E na metade das vezes, a resposta era "não".
Ver os doces também fez diferença. Secretárias que tinham bomboniere transparente, comeram, em média, mais bombons do que aquelas que tinham o recipiente opaco, onde seu conteúdo não era visível.
A boa notícia é: podem-se usar alguns truques, fazendo o oposto do que o (a) leva a comer apenas porque o alimento está ali, sob seus olhos:
- use louças e tigelas pequenas
- não conte com sua força de vontade, dizendo: "agora sei que estou mais propenso (a) a comer a primeira coisa que estiver em minha despensa, mas me controlarei.". Não, não irá.
Segundo o autor do estudo, as pessoas comem mais frequentemente aqueles alimentos que estão à mesa, visíveis, do que aqueles que não estão. Então, devem colocar à mesa alimentos que precisa incluir em sua rotina e tem dificuldade: legumes, saladas, frutas etc.