segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Pão engorda, né, dra.?"


Mais um comentário que ouço muito...
Pão engorda? Depende. Depende de como se come e de quanto se come.
Parto sempre do princípio de que nenhum alimento isoladamente engorda, muito menos tem o poder emagrecedor.
Existe um total energético que nosso corpo gasta diariamente. Se ingerirmos a mais, o que sobra é estocado, se ingerimos a menos, emagrecemos, se comemos exatamente o que gastamos, há um equilíbrio e o peso fica estável.
Desta ideia podemos concluir então que, dentro de uma dieta balanceada, podem estar presentes vários alimentos, de diferentes densidades calóricas, entre eles os pães, que aliás, são ricos em carboidratos e não devem ser excluídos da alimentação, já que são os principais fornecedores de energia.

Consulte sempre um nutricionista especializado não apenas para orientá-lo (a) a ter uma dieta balanceada, mas também para ajudá-lo(a) a esclarecer mitos e crenças equivocadas sobre alimentação e nutrição!

domingo, 12 de junho de 2011

Prazer faz bem ou mal?


Podemos arriscar dizer que grande parte das pessoas acredita que comer aquilo que é gostoso engorda ou faz mal e que, portanto, é proibido ou não devia gostar daquele (s) alimento (s).

Paul Rozin, psicólogo e estudioso do comportamento alimentar americano fez uma pesquisa com povos de diferentes nacionalidades, especialmente americanos e franceses.
O trabalho teve como ponto de partida o consumo frequente de gordura saturada e de açúcar na França. Para os americanos, se lá se come assim, isso necessariamente deve trazer consequências negativas para a saúde da população. No entanto, os franceses não têm taxas alarmantes de obesidade e de doenças cardiovasculares. Qual é então o "segredo" deles?

Até pouco tempo atrás, a explicação estava apenas em elementos biológicos protetores, como prática de atividade física, consumo de vinho, antioxidantes etc. Porém, ao se comparar as ATITUDES ALIMENTARES (crenças, comportamentos e pensamentos em relação ao alimento) entre os norte-americanos e franceses principalmente, foram notadas diferenças importantes. Os participantes responderam questões sobre:
- ingestão de alimentos com menos gordura e sal para melhorar a saúde;
- preocupação com quão saudáveis são meus hábitos alimentares e os dos outros;
- preocupação com o efeito "engordativo" da comida versus o desfrutar do sabor, por exemplo: chocolate combina com "engordativo" ou "delicioso"?;
- pensar na comida em termos culinários e não nutricionais, por exemplo: ovos fritos combinam mais com "café da manhã" ou "colesterol"?;
- se a pessoa acha que se alimenta de forma saudável etc.

Resultados:
Comparados com os franceses, uma porcentagem maior de americanos:
- associaram muito mais os alimentos a características como "saudável" e "não saudável" do que a características sensoriais dos alimentos como sabor, aroma, textura etc.;
- disseram que prefeririam consumir uma pílula no lugar das refeições (!!!);
- disseram que prefeririam escolher uma semana em um hotel luxuoso que servisse refeições medianas a ficar em um hotel modesto mas com comida deliciosa (pelo mesmo preço);
Por outro lado, muito mais franceses concordaram com a afirmação "Eu tenho uma alimentação saudável."

Resumindo as diferenças de alimentação e atividade física entre franceses e americanos, segundo pesquisa de Rozin (2003), temos:
  • Tamanho das porções alimentares
  • Duração da refeição
  • Comer com outras pessoas, socializando-se e conversando
  • "Beliscadas" ao longo do dia
  • Priorizar frescor e sabor X Tempo de prateleira
  • Prazer alimentar X "Paranoia" alimentar
  • Consumo alimentar (ex.: frutas, verduras, vinho)
  • Variedade alimentar
  • Caminhar/bicicleta X andar de carro
E quanto às diferenças de paradigmas:
  • Moderação X Ideologia da abundância
  • Qualidade X Quantidade
  • Prazer X Conforto
O que isso nos mostra?

Que o prazer de comer, de preparar a comida e usar o momento da refeição para socializar e estar junto de quem se gosta, aliado a um estilo de vida menos sedentário, faz dos franceses não apenas uma população com baixos índices de doenças, mas menos preocupada ou estressada sobre alimentação e talvez esse seja um dos motivos de serem mais saudáveis em relação aos americanos, que estão cada vez mais obcecados com dietas, lançando a todo momento estratégias "milagrosas" para perda de peso, fazendo uso de produtos diet/light constantemente, abrindo mão de apreciar a comida e no entanto, as taxas de obesidade nos EUA continuam crescendo significativamente desde as últimas décadas.

E os brasileiros? Será que se assemelham a quais povos em relação à maneira como lidam com a alimentação?

E você? Vive fazendo "dieta", privando-se de tudo aquilo de que gosta, ou perdendo até a noção do que gosta ou não, comendo algo só porque acha que é "mais saudável" e no entanto não consegue resultados, continuando sempre insatisfeito (a)? Somente um nutricionista especializado poderá ajudá-lo (a) a melhorar sua relação com a comida e não somente começar "mais uma dieta".

sábado, 4 de junho de 2011

"Dra., existe um peso ideal?"


Hoje mesmo uma cliente me fez essa pergunta...

Existe, mas ele não é conhecido através de fórmulas, cálculos ou índices pré-determinados. Estes servem apenas como um parâmetro. Peso ideal é aquele obtido quando se alcança uma relação equilibrada com a comida, ou seja, quando conseguimos não apenas ingerir o que o organismo precisa em doses balanceadas, mas quando somos capazes de nos alimentar com tranquilidade, sem culpa, sem medo de engordar, permitindo-nos saborear tudo aquilo que nos dá prazer e de aproveitar os bons momentos que a comida também pode proporcionar.

Em muitos casos, para que isso aconteça e alcancemos um peso mais adequado, crenças distorcidas e disfuncionais sobre alimentação, dieta e nutrição precisam ser trabalhadas com um terapeuta nutricional especializado.

Desta forma, o peso ideal, ou ainda melhor, o peso natural, pode ser alcançado, já que o corpo tende a manter um equilíbrio quando sabemos o que comer e, principalmente, COMO comer.

Portanto, o peso natural é individual. Você já descobriu qual é o seu?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Que frio! Que tal uma boa sopa?


Nos dias mais frios, nada mais gostoso e confortante do que uma sopa bem quentinha para aquecer.

É muito comum nesta época do ano, as pessoas substituírem uma refeição, geralmente o jantar, por sopas. Isso é bom? Sim, se a sopa for completa e contiver alimentos de todos os grupos. Se não, a refeição fica incompleta e faltam nutrientes importantes para o corpo ou, podemos estar consumindo alguns componentes em excesso.

Aqui vai a dica de uma sopa caseira, bastante nutritiva, saborosa e completa. Bom apetite!

Sopa deliciosa de legumes

Ingredientes:
½ peito de frango (s/ pele e s/osso) cortado em cubinhos ou desfiado
1 c sopa de óleo
½ cebola média picada
1 batata média picada
1 mandioquinha média picada
10 vagens cortadas em rodelas
1 cenoura grande picada
1 tomate (s/ pele e sementes) picado
2 litros de água
1 xícara de chá de macarrão para sopa
Modo de preparo:
Em uma panela grande, aqueça o óleo em fogo alto e refogue a cebola. Acrescente o frango e frite até que mude de cor.
Adicione os demais legumes e refogue por mais 2 minutos.
Junte a água e cozinhe, em fogo alto, com a panela semi-tampada, por 20 minutos.
Acrescente o macarrão e deixe cozinhar, em fogo médio, até que todos os ingredientes estejam macios (cerca de 20 minutos).
* Pode variar com abobrinha e chuchu, no lugar da cenoura ou da vagem ou ainda, acrescentar estes legumes sem tirar os demais.
* Se preferir, no lugar do macarrão, pode acrescentar, na sopa já pronta, 1 a 2 c sopa de aveia no prato.
* Acrescente também 1 c sopa de queijo ralado se gostar.