segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tipos de fome

Especialistas do Ambulim (ambulatório do HC-FMUSP, que trata transtornos alimentares) criaram algumas definições que nos ajudam a diferenciar a fome de diferentes tipos de vontade:
Fome: não é específica. Qualquer alimento que você tenha disponível, pode matar a fome. Pergunte-se: eu comeria agora um ovo ou feijão com arroz?
O que estou sentindo é fome? Se a resposta for SIM: coma em quantidade e qualidade adequadas à refeição. Se a resposta for NÃO: pule para o próximo item.
Vontadezinha: relacionada a uma situação social. Acontece quando nem estávamos pensando naquele alimento, mas temos contato com ele, vemos, sentimos seu cheiro, ouvimos falar dele. Também chamada de fome social, pode fazer com que comamos “no modo automático”, ou seja, sem perceber. Por exemplo, quando aquele amendoim ou petisco está em cima da mesa e acabamos pegando, mesmo sem fome.
O que estou sentindo é vontadezinha? Se a resposta for SIM: avalie se precisa realmente comer. Se possível não coma, mas se não for, coma uma pequena quantidade e atenção ao ato de comer. Torne a situação consciente e preste atenção para valorizar o momento e não se sentir culpado depois. Se a resposta for NÃO: pule para o próximo item.
Vontade: é bem específica, mas não é urgente. Você pode, por exemplo, esperar até o fim de semana para comer sua sobremesa favorita na casa da mãe, da avó. Relacionada ao prazer, ao degustar, apreciar, saborear. Envolve comer devagar e em quantidades não exageradas. Pode ter um contexto de lembrança ou memória alimentar, vontade reviver um sabor gostoso, experimentação de algo novo, etc..
O que estou sentindo é vontade? Se a resposta for SIM: coma com prazer! Você merece! Se a resposta for NÃO: pule para o próximo item.
Vontadezona: não é específica, mas envolve a necessidade de comer algo gostoso. Também chamada de fome emocional. Não satisfaz com pequena quantidade, necessidade de grande volume e urgência. Pode surgir de um acúmulo de vontades que não foram respeitadas e aceitas por conta de um pensamento restritivo ou ideia de “proibido”. Quando isso acontece, come-se geralmente de forma impulsiva, sem sentir muito o gosto, fazendo-se misturas de sabores que não combinam. No momento em que se come, podem vir pensamentos como “não era bem isso que eu queria” ou “nada me satisfaz”. O que estou sentindo é vontadezona?
Se a resposta for SIM: cuidado! Provavelmente o que você precisa não é de comida e deve estar relacionado a um componente emocional. Pare, sinta e reflita.
EMOÇÃO ASSUMIDA NÃO VIRA COMIDA!
Um Nutricionista especializado pode ajudar você a se alimentar de forma equilibrada ao longo do dia e a distinguir fome fisiológica de fome emocional, utilizando ferramentas e técnica apropriadas para isso.

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