terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por que comemos tanto?


Os seres humanos são notoriamente inábeis em perceber seus sinais de fome e saciedade. Ao invés de ouvir nosso estômago - um órgão muito elástico - contamos com todos os tipos de estímulos externos, desde o tamanho do prato para o jantar até os hábitos das pessoas que nos rodeiam. Se o tamanho da porção for duas vezes maior (nos EUA, por exemplo, o tamanho das porções aumentou em 40% nos últimos 25 anos), vamos comê-la até o final e a sobremesa, inclusive.

Em estudo muito interessante feito por Brian Wansink, estudioso do comportamento alimentar, utilizou-se uma tigela de sopa sem fundo - havia um tubo escondido que repunha constantemente a sopa na tigela de baixo para cima - para demonstrar que o quanto as pessoas comem, em grande parte, é em função da quantidade dada a elas ou quanto está disponível. O grupo com tigelas sem fundo acabou consumindo quase 70% a mais do que o grupo com tigelas normais. O que é mais curioso: ninguém sequer percebeu que tinha acabado de tomar muito mais sopa do que o usual.

Em outro estudo, realizado em 2006 por psicólogos da Univ. da Pensilvânia, foi deixada à mostra uma tigela  de chocolate M&M’s em um edifício com grande circulação de pessoas. Ao lado do recipiente tinha uma colher pequena. No dia seguinte, houve uma reposição de M&M’s, mas foi colocada uma colher muito maior ao lado. O resultado não seria surpresa para quem já optou por uma porção grande de batatas fritas do McDonald’s: quando o tamanho da colher foi aumentado, as pessoas consumiram 66% a mais de M&M’s. Claro, eles poderiam ter comido mais doces no dia anterior, simplesmente repetindo as colheradas. Mas, assim como porções maiores nos levam a comer mais, quanto maior o recipiente ou a oferta, mais “glutões” foram os moradores do local.

O tamanho da porção não é a única variável que influencia o quanto nós comemos. Comer é uma atividade social, entremeada por muitos de nossos anseios mais profundos e instintos. E isto nos leva ao novo estudo, realizado por psicólogos da HEC Paris e da Kellogg School of Management. A questão que eles queriam responder é por que as pessoas optam por porções maiores. Se sabemos que não será bom comer aquela porção gigante de batatas fritas, então por que insistimos em pedi-la? O que nos leva às superporções?

A hipótese de Galinsky, et. al. é que as porções maiores são um marcador sutil de status social:
O ato de escolher um tamanho específico dentro de um conjunto de opções hierarquicamente organizadas é um caminho pelo qual os indivíduos sinalizam para os outros sua posição relativa na hierarquia social. Como consequência, maiores opções seriam selecionados pelos consumidores, não apenas por uma necessidade funcional de fome, mas devido a um desejo de sinal de status.
E essa não é uma hipótese estranha. Pense, por exemplo, no reino animal: o mais poderoso é aquele que come a mais. Ou pode-se pensar em todas as normas culturais que associam produtos maiores a um status maior, do tamanho da tela de televisores para a metragem quadrada das casas. A maior não é apenas melhor - é também muito mais prestígio, um sinal de que podemos dar ao luxo de fazer alarde sobre quartos vagos que nunca vai usar.
Parece que um dos fatores que nos leva a consumir excesso de alimentos é a falta de status social, enquanto tentamos “elevar-nos” através do consumo de refeições exageradas. Infelizmente, isso só leva ao ganho de peso excessivo que, como observam os pesquisadores, aumenta ainda mais o estigma que acompanha a obesidade, o que provoca um efeito contrário, diminuindo o próprio status que estamos tentando aumentar.
O ponto mais importante é que nós não apenas comemos para preencher o vazio em nosso estômago. Segundo os autores, comemos excessivamente para encher todos os tipos de vazios, um dos quais é uma falta crônica de status.
Traduzido e adaptado do texto de Jonah Lehrer, disponível em: http://www.wired.com/wiredscience/2011/11/why-do-people-eat-too-much/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Compulsão Alimentar - o que é isso?


O Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA) é caracterizado por episódios recorrentes de ingestão de grande quantidade de alimentos, dentro de um curto período, acompanhada da sensação de perda de controle e de sentimentos de culpa, vergonha, tristeza e angústia.

O comportamento alimentar do comedor compulsivo tem como características principais:

- comer mais rápido do que o habitual, até se sentir desconfortável;
- ingestão de grandes quantidades de alimento mesmo não estando com fome;
- comer sozinho devido ao constrangimento pela quantidade de alimentos que ingere;
- repulsa por si próprio, sentimentos de depressão ou de muita culpa após o episódio de compulsão

Indivíduos com TCA são grupos de risco para ganho de peso, sendo aproximadamente 65% deles obesos, embora este transtorno possa ocorrer em pessoas de peso normal.

Paciente com TCA têm maior comorbidade com depressão, abuso de álcool e drogas, transtorno de personalidade e insatisfação com a imagem corporal.

Os fatores desencadeantes para compulsão alimentar são ansiedade, estresse, tensão, a busca por emagrecer, ócio, raiva, insônia, depressão, dificuldades afetivas, baixa assertividade entre outras, além de dietas radicais, jejuns etc. O indivíduo compulsivo por alimentos confunde emoções com a fome e a compulsão alimentar é uma maneira inadequada de lidar com elas.

A compulsão alimentar, quando diagnosticada, precisa ser tratada adequadamente através de acompanhamento multiprofissional especializado na área: nutricionista, terapia comportamental cognitiva com psicológo e psiquiatra.

Referências:
APA - American Psychiatric Association. Diagnostic ans statistical manual of mental disorders (DSM-5). 5thed. Washington: APA, 2013.
Alvarenga M et al. Nutrição e transtornos alimentares - Avaliação e tratamento. Barueri: Manole; 2010.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Exercícios sem alimentação adequada não garantem emagrecimento


Adaptado do texto de Rodolfo Noronha Peres - Nutricionista 

Hoje, mais do que nunca, o assunto “queimar gordura” chama a atenção de um número cada vez maior de pessoas. Produtos ou dietas milagrosas estão em todos os lugares, seja na televisão, em revistas ou nas livrarias (sempre entre os mais vendidos). A indústria da perda de peso movimenta cifras milionárias, pois a obesidade vem crescendo de forma assustadora, sem distinção racial ou social, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. 

Acreditem, o maior contribuinte para o sucesso em um programa de redução da gordura corporal, não está em nenhuma droga mirabolante, em nenhum suplemento milagroso, mas sim em uma alimentação adequada. A nutrição corresponde aos processos gerais de ingestão e conversão de substâncias alimentícias em nutrientes que podem ser utilizadas para manter a função orgânica. Esses processos envolvem nutrientes que podem ser utilizados com finalidade energética, para reconstrução e reparo dos tecidos, para a construção e manutenção do sistema esquelético e para regular a fisiologia corpórea.

Durante milhões de anos, o ser humano sempre soube se alimentar, procurando intuitivamente se alimentar de forma adequada. Os alimentos do homem caçador e coletor foram a carne, os frutos e oleaginosas. Depois vieram os tubérculos, raízes e cereais, cuja obtenção exigiu o uso de instrumentos, isto coincide com o início da agricultura. A abundância de recursos alimentares dependia de fatores ambientais, o homem se deslocava em busca de comida, até que aprendesse a dominar os fenômenos naturais e produzir seu próprio alimento.

Durante cerca de 2.300 anos, nós mantivemos grande parte dos hábitos alimentares adequados, sendo que somente nos últimos 150 anos, o avanço tecnológico vem modificando a relação humana com o meio ambiente, ou seja, nossa alimentação vem piorando em progressão geométrica. As tendências de transição nutricional ocorridas principalmente no século passado em diferentes regiões do mundo convergem para uma dieta mais rica em gorduras (particularmente as de origem animal), açúcares e alimentos refinados; ao mesmo tempo em que essa dieta é reduzida em fibras, carboidratos complexos e alimentos funcionais.

Geralmente a alimentação do indivíduo, reflete seu estilo de vida. É fácil deduzir que existem grandes diferenças entre a alimentação de uma pessoa obesa e de outra musculosa e com baixo teor de gordura corporal, simplesmente olhando para eles. Entretanto, não será a alimentação de hoje ou de amanhã que surtirá este efeito, mas sim a alimentação contínua através das semanas, meses e anos.

Primeiramente, devemos corrigir o conceito errôneo de perda de peso. Perder peso definitivamente não é igual a perder gordura. Aqueles mais impacientes, na ignorância de achar que quanto mais rápido melhor, buscam dietas nas quais ocorre uma redução de 3, 4, até 5 kg por semana. Ao invés de ficarem felizes quando atingem uma perda como esta, deveriam na verdade ficar muito tristes, pois a maior parte desta perda ponderal terá sido certamente de líquido e massa magra.

Para conseguir a diminuição da massa adiposa é necessária a existência de balanço energético negativo, condição na qual o gasto energético supera o consumo de energia. Os estoques de energia do organismo são consumidos para sustentar os processos metabólicos, o que leva à perda de peso, frente ao déficit energético.


 
Uma das maiores mentiras que a indústria do fitness pode vender para seus clientes é que o exercício físico isoladamente irá queimar gordura. Estudos indicam que sem o controle nutricional, o indivíduo tende a realizar aumento do consumo de calorias de forma compensatória. Assim, o possível efeito redutor da adiposidade imposto pela atividade física somente é perceptível com a intervenção nutricional.

Por isso é tão comum observamos pessoas acima do peso ou obesas caminhando todo santo dia nos parques e não emagrecerem um grama! Certamente elas não têm um planejamento alimentar adequado, não foram orientadas como se alimentar antes e após os exercícios e ao longo de todo o seu dia. Sendo assim, não vêm resultados e se sentem sem estímulo para continuar a praticar atividade física. 
 
Na verdade, a dieta é muito mais eficiente em produzir déficit energético do que o exercício físico, mas isoladamente, as dietas hipocalóricas podem causar perda de massa magra. Portanto, o exercício físico em associação com dietas, facilita a adesão ao controle alimentar e garante maior sucesso na manutenção da massa magra e redução da massa adiposa.
 
Hoje, as lojas de suplementos estão repletas de queimadores de gordura que prometem acelerar o metabolismo. Nenhum desses produtos irá realmente trazer um grande benefício quanto à mudança na composição corporal, sem uma alimentação adequada atuando sinergicamente. Também não podemos omitir que realmente existem algumas drogas, utilizadas no mundo do fisiculturismo, que realmente tornam o metabolismo mais ativo, proporcionando uma grande queima de gordura corporal. No entanto, os efeitos colaterais provenientes do uso abusivo dessas drogas são imensuráveis. Nunca se esqueça de que seu bem mais precioso é sua saúde!
Para a elaboração de um ótimo planejamento nutricional, que sirva para você, procure sempre os serviços de um nutricionista especializado. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Cirurgia bariátrica acompanhada


Acompanhamento de profissionais habilitados faz toda a diferença no pós-cirúrgico

Com a crescente onda de obesidade no mundo inteiro, a cirurgia bariátrica vem ganhando espaço como opção de tratamento. Um grande estudo mundial internacional lançado em fevereiro de 2011 mostrou que 10% dos adultos são obesos. São 500 milhões de pessoas. Em 2008: 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres eram obesos.

A cirurgia bariátrica é um método invasivo, que tem por finalidade diminuir o estômago, e pode ser feita através de diversas técnicas, sendo que a mais realizada é o método Fobi-Capella. Essa técnica consiste na exclusão de uma parte do estômago, desviando parte da alça do intestino, com a colocação ou não de um anel no início do estômago.

Porém, observamos que uma grande parte dos pacientes não investem no tratamento pré e pós cirurgia, que consiste no acompanhamento nutricional e psicológico.

Alguns até procuram o profissional com a finalidade de obter o laudo que o libera para o procedimento, porém não investem na mudança do comportamento alimentar e emocional, com tempo necessário de promover mudanças efetiva antes e após a cirurgia.

É comum ouvir relatos e receber pacientes que após o procedimento voltam a ingerir comidas gordurosas, ou salgadinhos, chocolates, refrigerantes, provocando crises de dor e mal estar, colocando sua vida em risco.

Vão para a mesa de cirurgia sem estarem realmente implicados com o pós-cirúrgicos, principalmente despreparados para as mudanças que obrigatoriamente terão que promover. Mesmo com diversos meios de comunicação comentando sobre o assunto, ainda ouço pessoas me falarem que a cirurgia ”tira a fome”, resolvendo um problema de uma vida inteira de comilança.

Esse é o grande erro de muitas pessoas, que desenvolvem a crença que a cirurgia é um procedimento milagroso, mesmo quando advertidas pela própria equipe médica. Preferem acreditar que tudo será resolvido, usando da negação, e se colocando nas mãos da cirurgia.

É de extrema importância ter claro que toda mudança depende somente do “paciente”, e que a cirurgia é somente uma intervenção mecânica, todo o resto é da responsabilidade do paciente. O desejo de comer está na cabeça, o que significa que precisa aprender a comer somente como forma de se alimentar, não podendo comer quando está triste, ansiosa, principalmente com crises de compulsão alimentar.

Com a terapia o paciente poderá detectar quais os gatilhos emocionais o levam a comer com exagero, podendo desenvolver instrumentos para lidar com os aspectos emocionais presentes no comportamento alimentar. Desta forma o auxílio da equipe de profissionais se faz necessário para que obtenha resultados duradouros, sendo um cuidado importante para que possa manter a saúde física e mental.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Você sabe para que serve seu metabolismo?

Metabolismo é o conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo a fim de que este produza energia e exerça adequadamente todas as funções para que o corpo funcione bem.

A eficiência do metabolismo é um ponto fundamental para o equilíbrio do nosso organismo.

Pessoas com metabolismo alto consomem facilmente a energia ingerida. Outras, com metabolismo lento, têm dificuldade em gastar energia, o que pode implicar, por exemplo, na facilidade para o ganho de peso.

Alguns fatores que contribuem para as variações de metabolismo entre as pessoas:

- sexo: no masculino o gasto energético é maior devido à maior quantidade de massa muscular;
- idade: o metabolismo diminui com o envelhecimento;
- massa muscular: quanto maior, maior o gasto;
- atividade física: sua prática regular aumenta o metabolismo;
- fatores genéticos.

Como podemos conhecer a eficiência do nosso metabolismo?

Através de fórmulas matemáticas, alguns programas de computador usados por nutricionistas fornecem estimativa de valores do gasto energético. Ou pode-se fazer o exame de calorimetria indireta, que fornece o valor real do gasto de energia de cada indivíduo.

Como a medida do metabolismo (calorimetria) pode me ajudar?

Através da medida do gasto de energia podemos saber, de modo preciso, se o metabolismo é normal, lento ou acelerado.

Com o resultado, pode-se elaborar um planejamento alimentar mais consistente e mais preciso focado no objetivo de cada um, seja ganho ou perda de peso.

*Para maiores informações sobre este exame e onde fazê-lo, entre em contato com a Nutricionista Carla Meireles:
(11) 9 9439-2003.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Efeito sanfona, você sabe o que é isso?

Muitos certamente já ouviram falar no termo 'efeito sanfona'. O famoso engorda-emagrece-engorda... ocorre quando há emagrecimento e ganho de peso consideráveis em curtos intervalos. O que talvez não se saiba é que ele é bastante prejudicial à saúde. A pele, por exemplo, sofre muito com este processo, uma vez que a distensão e a recuperação da forma esticada pode causar estrias, dificuldades de circulação e um aspecto de envelhecimento precoce. Além disso, perder peso sem orientação adequada pode levar o organismo à deficiência severa de nutrientes e estacionar definitivamente o emagrecimento, uma vez que o metabolismo é todo alterado.

É muito comum as pessoas passarem anos fazendo dietas malucas que viram em revista, na internet ou que a amiga ou a vizinha indicou, até perdem alguns quilos, mas ao voltarem a comer da mesma forma como faziam antes, em pouco tempo recuperam todo o peso ou ganham mais.

Por que isso acontece?


Existem diversos mecanismos fisiológicos que o corpo utiliza para manter o peso. Emagrecer muito em pouco tempo é uma agressão para o organismo, que tenta se defender, reduzindo o gasto energético
e estocando o máximo de energia que puder para voltar ao peso anterior.

As células gordurosas produzem leptina, hormônio que informa ao cérebro que os estoques de gordura estão preenchidos. Quando há uma perda de peso significativa, os níveis de leptina diminuem e o cérebro entende que é preciso comer mais para repor a quantidade de gordura no organismo.

Nas dietas radicais o estômago também produz mais grelina, hormônio que estimula a fome.

É preciso ter orientação especializada quando se pretende iniciar uma reeducação alimentar com o objetivo  de emagrecer, pois mesmo após ter começado este processo, o corpo precisa de um tempo para se acostumar com o novo peso: em média um mês para cada quilo eliminado. O peso muitas vezes se estabiliza, mas após a adaptação, o emagrecimento continua a acontecer. Por isso, é preciso ter paciência e entender que emagrecimento é um processo gradativo e que, portanto, leva tempo. O mais importante é preservar ou recuperar a saúde, transformando hábitos, atitudes, pensamentos e sentimentos em relação à comida, pois só assim os resultados serão duradouros.

Também é importante lembrar: perder peso simplesmente não é igual a emagrecer. com dietas radicais perdem-se líquidos e massa muscular, principalmente, e não gordura.

Algumas dicas para manter o metabolismo mais ativo:

1) A alimentação deve ser variada. A monotonia pode levar à deficiência de nutrientes, o que atrapalhar a aceleração do metabolismo;
2) Varie o máximo que puder o consumo de frutas, verduras e legumes durante a semana: eles levam vitaminas essenciais que regulam todo o metabolismo e as reações de queima de energia;
3) Beba água. Ela é fundamental para o organismo. Diminuir a ingestão de água provoca a redução da eficiência da queima de gordura;
4) Durma bem e o suficiente todos os dias. Um bom sono auxilia o organismo a queimar gordura, pois regula a produção e o funcionamento de vários hormônios;
5) Modifique a forma de fazer exercícios: a monotonia no estímulo físico atrasa a queima de gordura;
6) Troque refrigerantes por sucos ou água. O excesso destas bebidas ajuda a reduzir o cálcio do organismo e este mineral é importante para o emagrecimento;
7) Controle os níveis de estresse, pois ele causa alterações hormonais ligadas ao ganho de gordura e de peso como um todo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Qual a diferença entre sal e sódio?


Adaptado do texto da nutricionista Hevoise Papini.

O que é o sal?

O sal de cozinha tem em sua composição os elementos sódio (Na) e cloro (Cl), o que resulta em cloreto de sódio (NaCl). É essa combinação de elementos que confere o sabor salgado. 1g de sal (NaCl) contém 400mg de sódio.

No rótulo dos alimentos é descrita a quantidade de sódio e não de sal. A recomendação de SÓDIO é de 1,6 a 2,4g por dia.

Quando o sódio está sozinho ou combinado com outros elementos pode não ter gosto de nada ou levemente salgado. É o que acontece com os aditivos alimentares usados na conservação dos alimentos industrializados, onde o sódio é combinado com glutamato ou outros elementos. Desta forma, mesmo sem sabor salgado, a quantidade de sódio pode ser muito grande sem que se perceba. É o que acontece nos alimentos industrializados doces como refrigerantes, sucos, biscoitos etc.
Então:
Recomendação de sal (NaCl ou sal de cozinha): 5 a 6g/dia.
Recomendação de sódio (Na): 1,6 a 2,4g/dia.
Para exemplificar, uma simples e 'inofensiva' sopinha instantânea contém aproximadamente 680mg de sódio. Um pacote de macarrão instantâneo com tempero apresenta entre 1300 e 1500mg deste elemento, o que representa quase o total que se deve consumir em 24 horas.
ATENÇÃO: o sódio NÃO É UM VENENO. É um elemento VITAL que exerce funções importantíssimas no nosso corpo. Não existe vida humana sem sódio. Não existe nenhum alimento que seja ruim. Existe um mau uso dos alimentos, na maioria das vezes pela ignorância de informações adequadas.

Para mais informações sobre o tema, acesse o link: Sódio além do sal.
Leia os rótulos. Se tiver dúvidas, pergunte sempre ao seu Nutricionista. Nos dias de hoje todos devem ter um.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

31 agosto - DIA DO NUTRICIONISTA


De presente, vai esta belíssima definição do que é "comer saudável" e alimentar-se "normalmente", de Ellyn Satter, terapeuta nutricional.

Parabéns a todos os nutricionistas e terapeutas nutricionais que exercem nossa profissão com amor e que trabalham para que seus pacientes e clientes tenham uma relação mais pacífica com a comida!

“Alimentar se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher os alimentos que você gosta e comê-los até aproveitá-los suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria. Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção de alimentos para consumir os alimentos certos, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer os alimentos prazerosos. Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos. Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer a menos de vez em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente é confiar que seu corpo conseguirá corrigir os errinhos da sua alimentação. Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida. Resumindo, o “comer normalmente” é flexível e varia em resposta às nossas emoções, nossa agenda, nossa fome e nossa proximidade com o alimento.”

sábado, 27 de agosto de 2011

Boas atitudes alimentares dos pais previnem transtornos alimentares em crianças


por Sophie Deram - Nutricionista

Segundo reportagem da revista Veja, os distúrbios alimentares estão aumentando entre as crianças: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/disturbios-alimentares-aumentam-entre-as-criancas

O surgimento dos transtornos alimentares está ligado à estrutura familiar: os pais servem de modelo para os filhos, por isso devem ser os primeiros a dar o exemplo em casa adotando uma alimentação saudável. O comportamento dos pais tem um papel muito importante na educação dos filhos além da palavra.

É importante lembrar que a infância é o momento de formação da personalidade, quando a criança aprende a se comportar, a expressar seus sentimentos e pensamentos. Durante este aprendizado, seu comportamento alimentar também é um meio para a expressão de sentimentos e experiências. Quando a alimentação não é vista pela criança de maneira positiva, aumentam-se os riscos do desenvolvimento de um transtorno alimentar. 

Também evite comentários negativos sobre seu corpo ou peso e sim fale sobre saúde e importância de cuidar de um corpo saudável.

O que você diz (ou não diz) na frente de seus filhos é extremamente importante. Lembre-se: seus filhos ouvem tudo! A percepção que você tem sobre si mesmo afeta seus filhos também. Se você diz que você é "gorda" na frente de seu filho, está enviando mensagens negativas sobre a auto-imagem, você está se colocando para baixo e pode influenciar a percepção corporal do seu filho.

Privilegie os momentos de comer em família, em ambientes tranquilos e com atitudes alimentares e horários adequados.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nutrientes essenciais na gestação


Uma dieta variada, com alimentos de todos os grupos, é essencial para qualquer pessoa manter-se saudável. Na gestação, esta recomendação deve ser seguida à risca: quanto mais colorida e diversificada for a alimentação, maior a chance de ser nutritiva e garantir tudo o que mãe e filho precisam nesta fase.

Alguns nutrientes, por desempenharem papel fundamental na saúde da mãe e do bebê, ganham destaque e, portanto, não podem faltar no dia-a-dia da gestante:

Macronutrientes:

PROTEÍNAS:

A necessidade proteica é maior nos últimos meses de gestação devido ao crescimento e ganho de peso do bebê, desenvolvimento da placenta e tecidos maternos. É necessário consumir, em proporções adequadas: carnes, aves, peixes, ovo, feijões, leite e seus derivados.

GORDURAS:

Participam da formação das células, além de permitirem o aproveitamento das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), que necessitam estar associadas às gorduras para serem absorvidas pelo organismo. Portanto, as gorduras saudáveis (insaturadas), de origem vegetal, devem estar presentes na dieta e em maior proporção do que as gorduras saturadas (origem animal).

CARBOIDRATOS:

Ao contrário do que diz o senso comum, o carboidrato não é o responsável pelo ganho de peso, se consumido com moderação e nas proporções adequadas para cada organismo. Dietas com restrição ou quantidade insuficiente de carboidrato levam à produção de corpos cetônicos, que são prejudiciais ao bebê.

Os grãos e cereais integrais, por exemplo, além de serem mais nutritivos, liberam a energia dos carboidratos ao poucos, o que promove maior saciedade, bem estar e disposição para a mãe ao longo do dia. Além disso, são mais ricos em fibras, necessárias para normalizar a função intestinal da gestante, que pode sofrer com o intestino "preguiçoso" neste período.


Micronutrientes: vitaminas e minerais

VITAMINA A: famosa por fazer bem à visão. No entanto, ela também protege o corpo, atuando no sistema imunológico e influencia a expressão genética, o crescimento e a reprodução, sendo, portanto, indispensável na alimentação da futura mamãe.

VITAMINAS DO COMPLEXO B: presentes nos grãos, principalmente nos integrais, estas vitaminas são necessárias para a formação de células e desenvolvimento do sistema nervoso do bebê, além de vitais para a produção de células do sangue. Deste grupo, destaca-se o ácido fólico, pois ele é essencial para a divisão e formação das células cerebrais e da medula espinhal. Por este motivo, recomenda-se a suplementação de ácido fólico nos meses que antecedem a gravidez, a fim de prevenir defeitos na formação do tubo neural do feto.

VITAMINA C: responsável pela construção e reparação dos tecidos, cicatrização e resposta imune. Quando consumida na mesma refeição que contenha alimentos ricos em ferro, a vitamina C auxilia na absorção deste mineral. As principais fontes são as frutas cítricas e os vegetais folhosos verdes crus.

VITAMINA D: junto com o cálcio e o fósforo, participa da construção de ossos e dentes. Também contribui para o crescimento e é fator de proteção para mãe e bebê. É produzida pelo organismo através da exposição ao sol e é encontrada em alimentos como gema de ovo, fígado, vegetais verde escuros e amarelos, leite etc. Sua suplementação também é recomendada nesta fase.

VITAMINA E: antioxidante, protege contra a ação dos radicais livres, que provocam desgaste das células. Presente em alimentos fonte de gordura, como os óleos vegetais.

CÁLCIO: durante a gestação e amamentação, a necessidade deste
mineral é maior, uma vez que ele é necessário para a formação dos ossos do bebê. A principal fonte são o leite e seus derivados, mas está presente também em alguns alimentos de origem vegetal.

FERRO: este mineral dá a estrutura para as células do sangue, participando do transporte de oxigênio pela corrente sanguínea. Também está associado ao crescimento do nenê, já que participa da formação de proteínas que construirão o corpo do bebê. Mesmo sem menstruar nesta fase, a necessidade de ferro da gestante é maior a partir do 2º trimestre da gravidez. O consumo de carnes vermelhas e de feijões é necessário.

ZINCO: este mineral é muito importante no trimestre final da gestação, quando o crescimento do bebê é mais acelerado. O zinco é responsável pela formação de proteínas e da carga genética - DNA e RNA. Presente em alimentos de origem animal, como carnes e laticínios, principalmente.

É muito importante comer de forma variada e balanceada durante a gestação para que haja ingestão de todos os nutrientes em proporções adequadas para suprir tanto as necessidades da mãe como as do bebê, e garantir seu pleno desenvolvimento.

Somente um nutricionista pode elaborar um Plano Alimentar individualizado, direcionado à cada organismo e contextualizado dentro do estilo de vida da gestante e acompanhar o ganho de peso. Além disso, este profissional irá orientar a futura mamãe sobre a alimentação específica mês a mês e o período de amamentação.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mastigar mais vezes pode ajudar a reduzir a ingestão calórica


Mastigar cerca de 40 vezes antes de engolir a comida pode significar uma ingestão calórica 12% menor. Em uma pesquisa publicada no American Journal of Clinical Nutrition, cientistas descobriram que homens jovens que mastigam mais vezes têm níveis diferentes no sangue de dois hormônios relacionados ao apetite.

Para checar as dferenças entre mastigar 15 vezes (o usual) e as 40 vezes, pesquisadores da Universidade Médica Harbin, na China, ofereceram cafés da manhã tradicionais a 14 homens jovens obesos e a 16 homens jovens com peso normal. Foi observado, então, se a mastigação tinha influência nos níveis de açúcar, de insulina e de hormônios do apetite.

A equipe descobriu que existe uma relação entre quantas vezes o alimento é mastigado e o nível de hormônios que avisam o cérebro quando é hora de começar e de parar de comer. Quanto mais vezes os homens mastigavam, menores eram os níveis de grelina, hormônio responsável por estimular o apetite, e maiores os níveis de colecistocinina (CCK), hormônio que, acredita-se, reduz o apetite.

Segundo a co-autora do estudo, não foi encontrada relação entre a mastigação e os níveis de açúcar e de insulina. Os pesquisadores alertaram ainda que, como o estudo foi feito com uma amostragem pequena de voluntários, não é possível prever como o hábito de mastigação prolongado irá afetar a ingestão de calorias de outros grupos de pessoas.

Perda de peso
De acordo com Adam Drewnowski, diretor do Centro de Pesquisa em Obesidade da Universidade de Washington, com a redução de 12% da ingestão calórica, é possível emagrecer cerca de 11 quilos em um ano. Mas, como a dieta usual inclui alimentos não mastigáveis como sopas, sorvetes, essa perda calórica real poderá ser menor.

Fonte: Veja online

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Eu gostaria...


Introdução do livro 'Fat is a feminist issue'
(Gordura é uma questão feminina) de Susie Orbach.

Tradução livre por Fernanda Timerman - Nutricionista

"Eu gostaria que meninas pequenas estivessem crescendo sabendo que elas não precisam se preocupar tanto com seu apetite, que elas fossem valorizadas e se sentissem valorizadas por toda a beleza que elas possuem na variedade de suas mentes e na variedade de seus corpos.

Eu gostaria que meninas pequenas e mulheres crescidas pudessem confiar em sua fome e alimentar essa fome, seguras em saber que está tudo bem em querer obter o que se quer ter.

Eu gostaria que por um momento mágico, depois de um dia, uma semana, um ano e uma década, todas as mulheres pudessem relaxar frente à comida e relaxar com seus corpos, alimentando-os como eles deveriam ser alimentados, respeitando-os e curtindo-os. Eu gostaria que cada mordida de comida fosse uma mordida desejada, não engolida para preencher anseios emocionais que não se sabe nomear ou para preencher sentimentos muito difíceis de sentir.

Eu gostaria que tamanho não importasse, que ser grande ou ser pequena fosse igualmente apreciado. Eu gostaria que o comer compulsivo, dietas, vômitos e jejuns fossem esquisitices ao invés de experiências rotineiras de tantos anos e mulheres de hoje. Eu gostaria que as mulheres pudessem malhar na academia porque elas gostam, sem ter que calcular de qual comida estão tentando se livrar.

Eu gostaria que as mulheres fossem para a cama sem se amaldiçoarem pelo que comeram naquele dia, nem prometendo para si mesmas que vão se privar amanhã. Eu gostaria que quando as mulheres se olhassem, elas vissem uma imagem que pudessem reconhecer, que elas vissem a beleza feminina representada em todos os tamanhos, idades e cores tão diferentes quanto nós somos. Eu gostaria que os pais se sentissem tão relaxados em relação ao apetite de suas filhas quanto se sentem satisfeitos pelo apetite de seus filhos...

Que mais pessoas passem a desejar isso e que a gente consiga que esse desejo vire realidade pelo menos na nossa cabeça e no nosso círculo de amizades."


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mulheres francesas não engordam. Qual o segredo?


A França é conhecida no mundo todo pela qualidade e variedade de sua gastronomia. No entanto não é um país de obesos. O instigante também é que "malhar" não está entre as predileções dos franceses. Segundo  Mireille Guilano, autora do livro "As mulheres francesas não engordam" (Ed. Campus), a tradicional alimentação francesa ainda se mantém com três refeições diárias, tendo ao jantar três pratos, com um adicional queijo antes da sobremesa, muitas vezes. Então, qual será o segredo dessa população?

Entre as diversas razões dadas pela autora, acredito que uma das mais importantes seja prestar atenção ao que se come, para se apreciar o sabor do alimento. Quem come automaticamente, come mais do que necessita. Segundo a autora, neste caso, come-se para satisfazer os "demônios" da mente e não as necessidades do estômago ou da degustação. Para ela, metade de nossos hábitos errados ao comer e beber origina-se da falta de atenção aos nossos verdadeiros prazeres e necessidades.

Aos 18 anos, Mireille viveu por um ano nos Estados Unidos, fazendo intercâmbio, e retornou obesa, o que surpreendeu a todos. Recebeu orientação para voltar aos clássicos princípios franceses da gastronomia e adotar os truques consagrados pelas mulheres locais, os quais nunca mais abandonou.


Seguem abaixo alguns de seus preceitos e diferenças entre as culturas americana (muito semelhante à nossa, em diversos aspectos) e francesa, que se tornam decisivas no ganho de peso e na forma de se relacionar com a comida:

- "as francesas normalmente pensam em coisas boas para comer. As americanas geralmente preocupam-se com coisas ruins para comer.

- as francesas comem pequenas porções de mais alimentos. As americanas comem grandes porções de menos alimentos.

- as francesas comem mais legumes.

- as francesas comem mais frutas.

- as francesas adoram pão e nunca considerariam viver sem carboidratos.

- as francesas não comem "sem gordura", "sem açúcar" ou qualquer coisa com sabor artificial com faixa de sabor natural. Comem o verdadeiro com moderação (amei esta!).

- as francesas amam chocolate, especialmente o escuro, ligeiramente amargo, lustroso, recheado com aroma de nozes.

- as francesas comem com os 5 sentidos, deixando menos parecer mais.

- as francesas não se pesam seguidamente, preferindo confirmar a perda de peso por meio de suas mãos, olhos e roupas.

- as francesas não beliscam o tempo todo. Não se permitem sentir fome nem nunca se empanzinam.

- as francesas treinam suas papilas gustativas e as dos seus filhos, desde a mais tenra idade.

- as francesas honram os rituais da comida e nunca comem em pé ou correndo. Ou em frente à TV. As francesas não assistem muito à TV. As francesas não têm muita TV.

- as francesas comem e servem o que está na estação, para ter o máximo de sabor e valor, e sabem que disponibilidade não quer dizer qualidade.

- as francesas amam descobrir novos sabores e estão sempre experimentando ervas, temperos e sucos cítricos, para fazer com que um prato conhecido pareça novo.

- as francesas evitam alimentos em temperaturas extremas e apreciam frutas e legumes explodindo de sabor na temperatura ambiente, na qual também preferem a água. As francesas não ligam para bebidas fortes.

- as francesas apreciam vinho regularmente, mas com a refeição e só um ou talvez dois copos.

- as francesas bebem água o dia inteiro.

- as francesas gostam de ir ao mercado.

- as francesas planejam suas refeições com antecedência e pensam em termos de menus (uma lista de pequenos pratos) mesmo em casa. As francesas acham que jantar em casa é tão sensual como jantar fora.

- as francesas incomodam-se sobremaneira com a apresentação da comida. Sua aparência é importante para elas.

- as francesas caminham sempre que podem.

- as francesas sobem escada sempre que possível.

- as francesas arrumam-se para levar o lixo para fora (nunca se sabe).

- as francesas sabem que podem ir longe com um bom corte de cabelo, uma garrafa de champanhe e um perfume divino.

- as francesas evitam qualquer coisa que demande muito esforço para pouco prazer.

- as francesas amam sentar-se eum um café e não fazer nada, a não ser aproveitar o momento.

- as francesas adoram rir.

- as francesas comem por prazer.

- as francesas não fazem dieta.

- as francesas não engordam.

No fim, a única coisa que realmente separa as francesas das americanas é a inércia. Porque não existe absolutamente nenhum truque ou hábito que você não possa transformar em seu próprio, com um pouco de bom senso e atenção às suas necessidade individuais, forças e fraquezas - e prazeres.

Aqui está o desafio mais difícil. Escreva tudo o que comer esta semana. Não diga para si mesma: "vou lembrar, não preciso escrever." A passividade não vai colocá-la no seu rumo. Se puder dar o primeiro passo de regularmente fazer anotações e conhecer o que está colocando dentro do seu corpo, você já vai se encontrar a caminho."

Bom, quem foi ou é meu/minha cliente/paciente vai achar familiar muitas destas dicas. Prestar atenção ao que se come e, principalmente "como" e "por que" se come é um passo inicial importantíssimo para melhorar a relação com a comida e alcançar e manter um peso adequado. A terapia nutricional especializada é necessária muitas vezes para tratar estas questões.

Comer bem não é sinônimo de privação daquilo que nos dá prazer, muito menos de comer em excesso. Aprendamos com as francesas!

Fonte dos trechos do livro: http://asasdaimaginacaobyml.blogspot.com/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O poder das frutas


As frutas são indispensáveis para a manutenção da saúde. Verdadeiros coqueteis de vitaminas e minerais que exercem inúmeros efeitos benéficos no organismo, são também ricas em fibras e têm grande poder hidratante.

Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, o consumo insuficiente de frutas e hortaliças aumenta o risco de doenças crônicas não transmissíveis como as cardiovasculares, obesidade e alguns tipos de câncer e está entre os 10 fatores de risco que mais causam morte e doenças em todo o mundo. Tal consumo equivale a menos de 400g por dia.

AMEIXA - tônico antiestresse

Contém alta quantidade de fibra sorbitol, que estimula o movimento intestinal e favorece a evacuação. Dependendo da coloração da fruta, a quantidade de vitamina pode variar: as claras são mais doces e ricas em carotenos; as de coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitmainas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.

DAMASCO - a fruta da pele

Tem alto teor de caroteno (pré-vitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Ajuda a combater a fadiga. Na hora de escolher, prefira o seco, pois contém nutrientes de forma concentrada, inclusive maior teor de fibras.

BANANA - energética

Ótima opção para um lanche rápido, é ideal para fornecer energia. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana ajuda a prevenir cãibras musculares por sua riqueza em potássio (embora a causa delas nem sempre seja a falta deste mineral). Também contém magnésio e vitamina B6, vital para manter o ânimo e a disposição e ajudar no metabolismo.

FIGO - bom para os ossos

Contém cálcio, por isso é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Possui também benzaldeído, um agente anticancerígeno, favonoides (antioxidantes) e uma enzima chamada ficina, que auxilia na digestão das proteínas. Além disso, contém ferro, potássio e fibras.

 MAÇÃ - boa para o colesterol e o intestino

Rica em fibra solúvel, a pectina, que regula o colesterol, protege o coração e também equilibra a função intestinal, tanto no caso de diarreia como de prisão de ventre. Contém ainda vitamina C, potássio e água, o que lhe confere grande poder hidratante.

 MELÃO - diurético natural

Rico em potássio, betacaroteno, vitaminas, contém poucas calorias. Quanto mais amarelo o melão, maior é a quantidade de carotenos, que, entre outras funções, mantêm a saúde da pele. É considerada uma fruta com propriedades anticoagulantes e, portanto, uma aliada na prevenção de trombose e infarto.

 PERA - refrescante e hidratante

Uma fruta que deve ser ingerida madura, é rica em pectina, fibra que regula o intestino, melhorando a flora intestinal. Contém minerais como o selênio, que é antioxidante, zinco, que melhora a imunidade e potássio, diurético e hipotensor. Para os esportistas, é uma fruta completa.

ABACAXI - para a digestão


Essa fruta contém uma enzima chamada bromelina, que favorece a digestão das proteínas. Por isso a cozinha oriental combina pratos com carnes e abacaxi. Ela também contém vitamina C, cálcio, manganês e fibras, entre outros componentes.

MELANCIA - hidratação em poucas calorias

É rica em fibras e água, fibras, potássio, vitaminas A, B6, C e magnésio.

UVA - elimina toxinas

Uma das frutas que mais trazem benefícios à saúde, é remineralizante, diurética, depurativa, energética. Contém taninos adstringentes, polifenois, resveratrol (as escuras) e substâncias com propriedades antitumorais.

MAMÃO - boa digestão

Rico em fibras, potássio e vitaminas A e C e do complexo B, combate a artrite e facilita a digestão, devido à presença da enzima papaína. Também contém cálcio, ferro e fósforo.

 AÇAÍ - energético e nutritivo

Esta frutinha amazônica, muito badalada entre os esportistas, é, sem dúvida nenhuma, rica em energia. Rico em vitamina E, o açaí também é um poderoso antioxidante, além de ser rico em cálcio e ferro, que auxiliam na contração muscular.

Vale lembrar que as frutas possuem diferentes teores de açúcar e de gorduras benéficas, o que as torna mais ou menos calóricas. Consulte seu nutricionista para saber qual a quantidade indicada para seu consumo, pois em algumas condições de saúde, inclusive, seu consumo deve ser controlado.

Adaptado de: Revista Sport Vida out/02, nº 11

sábado, 30 de julho de 2011

Tudo o que é diet/light faz bem?

 

Quem quer ou precisa emagrecer está sempre atento ao consumo de alimentos diet ou light. Nas prateleiras dos supermercados é cada vez mais comum encontrarmos estas versões para quase todo tipo de produto. Mas será que eles realmente ajudam no emagrecimento ou fazem bem para a saúde?

Primeiramente, é importante saber a diferença entre os dois:

Diet é aquele produto isento de algum componente, que pode ser açúcar, sódio, gordura etc. Normalmente ele é indicado para quem tem alguma patologia, como por exemplo, diabetes. Um alimento diet normalmente não contém açúcar, se for este o macronutriente excluído. Entretanto, retirando-se um componente, geralmente acrescenta-se outro para manter as características do produto original. É por isso que os chocolates diet, por exemplo, não contêm açúcar, mas são mais ricos em gordura do que a versão comum. Portanto, deve ser consumido com moderação por quem precisa evitar o açúcar e não necessariamente deve ser a escolha daquelas pessoas que não têm problemas de saúde que impeçam ingestão de açúcar.

- Light é aquele produto que contém 25% a menos de algum componente em relação à versão tradicional, sendo geralmente gordura, açúcar, sódio. Isso não quer dizer que podem ser consumidos à vontade: primeiro porque a versão original pode ser rica em calorias, sendo a redução de 25% não tão vantajosa. Segundo porque, muitas vezes, reduz-se um componente, por exemplo, o açúcar, mas adiciona-se mais gordura, o que torna o alimento ainda mais calórico do que a versão normal. É o caso de alguns biscoitos, por exemplo. Leia os rótulos e compare as tabelas de composição nutricional dos produtos!

E atenção! Para quem precisa reduzir a ingestão de calorias, não vale consumir um alimento em maior quantidade só porque ele é light. Neste caso, ingere-se um valor calórico igual a um produto normal, perdendo-se a vantagem de ser light.


Outro ponto importante a ser observado no consumo destes produtos, é que eles levam em sua composição adoçantes e, muitas vezes, sódio em excesso. O excesso de consumo de adoçantes pode "disparar" o apetite para o sabor doce e o excesso de sódio é prejudicial para hipertensos, por exemplo.

O sabor de alguns alimentos diet/light não é agradável, de forma que, ao tentar restringir a ingestão de calorias, optamos por eles, mas, não sendo tão gostosos como o original, comemos e não ficamos satisfeitos. Daí fica aquela vontadezinha e vamos procurar comer algo mais para saciá-la. Resultado: comemos mais do que pretendíamos. Neste caso, seria preferível comer sem culpa o que tinha vontade, com moderação e não tentar enganar a vontade com um alimento light.

Os alimentos diet e light têm sua utilidade dentro das mais diversas situações em que se necessita de ingestão controlada de nutrientes e calorias, mas nem sempre seu uso é uma boa saída para quem quer emagrecer e nem é indicado para qualquer pessoa. Fique atento! E consulte sempre um profissional da área para indicar o que é melhor para o seu caso.

domingo, 17 de julho de 2011

Por que se consultar com um Nutricionista?

Quando se fala em nutricionista, geralmente as pessoas pensam em dieta para emagrecimento ou que precisa dos serviços deste profissional só quem tem problemas com peso. Grande engano!

O nutricionista é o profissional mais indicado e o único habilitado a orientar a alimentação (vide função privativa do nutricionista: http://www.cfn.org.br/eficiente/sites/cfn/pt-br/site.php?secao=leis&pub=95) e esta tem, comprovadamente, papel fundamental no controle e na prevenção de outras doenças crônicas além da obesidade, entre as mais comuns:

- diabetes
- hipertensão
- dislipidemias (colesterol e/ou triglicérides elevados)
- gastrite e doenças inflamatórias intestinais etc.

Outras queixas frequentemente relatadas no consultório são obstipação intestinal, estresse, ansiedade, fraqueza, cansaço, desânimo. Uma alimentação balanceada e bem orientada pode ser grande aliada para combater todas elas.

O nutricionista poderá ajudá-lo a selecionar os alimentos para a prevenção das doenças crônicas, de acordo com as suas necessidades e preferências. Mas não espere apresentar sintomas para procurar este profissional: uma consulta deve ser feita mesmo quando não há nenhum problema diagnosticado e é uma medida essencial para a prevenção e melhora da saúde e da disposição!

Desde a infância, uma orientação especializada é fundamental. É muito importante acompanhar o crescimento da criança para detectar se o alcance de peso adequado está ocorrendo, se há carência de nutrientes essenciais para o desenvolvimento etc.

Na adolescência, problemas mais graves podem acontecer. Essa população é um grupo mais vulnerável às influências e apelos externos, seja da mídia, turma de amigos, modismos etc. Transtornos alimentares como anorexia nervosa e bulimia nervosa são muito perigosos. Pais e educadores devem estar atentos para identificar quando há algo errado. A ida regular a um nutricionista capacitado e treinado na área tem papel fundamental no tratamento destes transtornos. Assim, o paciente devidamente orientado tem mais chances de se recuperar com saúde, reduzindo as chances de recaídas.

A 3ª ou melhor idade também é uma fase que exige cuidados especiais. Muitas vezes, por outros problemas de saúde como visão ou dentição prejudicadas ou mesmo depressão e outras doenças, a ingestão adequada de diversos nutrientes fica comprometida, o que acaba por causar desnutrição no indivíduo idoso. Uma avaliação e um planejamento alimentar adequados também são indicados.

Cuidado com dietas da moda!

Quando o assunto é emagrecimento, não faltam receitas e métodos "infalíveis" e dietas que prometem milagres. Se elas realmente funcionassem, não precisaria ser lançada uma nova a cada semana, não é mesmo? Portanto, todo cuidado é pouco.

Deve-se estar atento com as informações divulgadas nos mais diferentes meios de comunicação sobre métodos sobre como perder peso. Fazer regimes por conta própria ou seguir uma dieta sugerida por uma revista pode representar risco à saúde. Além de anemia e fraqueza por falta de nutrientes, pode ocasionar um emagrecimento descontrolado seguido de um ganho de peso muitas vezes bem maior do que aquele perdido. Outro risco das dietas restritivas é que elas são fator de risco para o surgimento de um transtorno alimentar.

Uma orientação sobre como se alimentar precisa ser individualizada e, portanto, levar em conta preferências, hábitos, estilo de vida de cada um. Além disso, é essencial que sejam trabalhadas as crenças sobre alimentação que cada pessoa apresenta, pois isso pode determinar o sucesso do tratamento, bem como melhorar a relação do indivíduo com a comida. Caso contrário, os resultados não serão efetivos e duradouros!

Preserve sua saúde e seu bem estar e procure sempre um nutricionista especializado.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comemos com os olhos!


Brian Wansink, especialista americano em comportamento alimentar, realizou um experimento para verificar o quanto comemos apenas pelo alimento estar facilmente disponível ou à nossa vista.
Em um escritório, foram colocados pequenos bombons em duas mesas, com cerca de 2 metros de distância entre elas em duas bombonieres, uma transparente e uma opaca. A cada dia seu conteúdo era reposto.
Observou-se que uma secretária, em um dia comum, comeria cerca de 9 pequenos bombons - contendo cerca de 225 calorias - se eles estivessem em sua mesa.
Mas, se os doces fossem mudados para 2 metros afastados de sua mesa, ela comeria apenas 4 bombonzinhos - cerca de 125 calorias a menos por dia. Em um ano, um ganho extra de 5 a 5,5 kg pode ocorrer tendo os bombons à sua mesa ao invés de a 2 metros de distância.
Ao serem questionadas se a distância as desencorajaria a andar até a bomboniere, elas responderam: "eu realmente pararia para pensar: estou mesmo com fome?". E na metade das vezes, a resposta era "não".
Ver os doces também fez diferença. Secretárias que tinham bomboniere transparente, comeram, em média, mais bombons do que aquelas que tinham o recipiente opaco, onde seu conteúdo não era visível.
A boa notícia é: podem-se usar alguns truques, fazendo o oposto do que o (a) leva a comer apenas porque o alimento está ali, sob seus olhos:
- use louças e tigelas pequenas
- não conte com sua força de vontade, dizendo: "agora sei que estou mais propenso (a) a comer a primeira coisa que estiver em minha despensa, mas me controlarei.". Não, não irá.
Segundo o autor do estudo, as pessoas comem mais frequentemente aqueles alimentos que estão à mesa, visíveis, do que aqueles que não estão. Então, devem colocar à mesa alimentos que precisa incluir em sua rotina e tem dificuldade: legumes, saladas, frutas etc.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Pão engorda, né, dra.?"


Mais um comentário que ouço muito...
Pão engorda? Depende. Depende de como se come e de quanto se come.
Parto sempre do princípio de que nenhum alimento isoladamente engorda, muito menos tem o poder emagrecedor.
Existe um total energético que nosso corpo gasta diariamente. Se ingerirmos a mais, o que sobra é estocado, se ingerimos a menos, emagrecemos, se comemos exatamente o que gastamos, há um equilíbrio e o peso fica estável.
Desta ideia podemos concluir então que, dentro de uma dieta balanceada, podem estar presentes vários alimentos, de diferentes densidades calóricas, entre eles os pães, que aliás, são ricos em carboidratos e não devem ser excluídos da alimentação, já que são os principais fornecedores de energia.

Consulte sempre um nutricionista especializado não apenas para orientá-lo (a) a ter uma dieta balanceada, mas também para ajudá-lo(a) a esclarecer mitos e crenças equivocadas sobre alimentação e nutrição!

domingo, 12 de junho de 2011

Prazer faz bem ou mal?


Podemos arriscar dizer que grande parte das pessoas acredita que comer aquilo que é gostoso engorda ou faz mal e que, portanto, é proibido ou não devia gostar daquele (s) alimento (s).

Paul Rozin, psicólogo e estudioso do comportamento alimentar americano fez uma pesquisa com povos de diferentes nacionalidades, especialmente americanos e franceses.
O trabalho teve como ponto de partida o consumo frequente de gordura saturada e de açúcar na França. Para os americanos, se lá se come assim, isso necessariamente deve trazer consequências negativas para a saúde da população. No entanto, os franceses não têm taxas alarmantes de obesidade e de doenças cardiovasculares. Qual é então o "segredo" deles?

Até pouco tempo atrás, a explicação estava apenas em elementos biológicos protetores, como prática de atividade física, consumo de vinho, antioxidantes etc. Porém, ao se comparar as ATITUDES ALIMENTARES (crenças, comportamentos e pensamentos em relação ao alimento) entre os norte-americanos e franceses principalmente, foram notadas diferenças importantes. Os participantes responderam questões sobre:
- ingestão de alimentos com menos gordura e sal para melhorar a saúde;
- preocupação com quão saudáveis são meus hábitos alimentares e os dos outros;
- preocupação com o efeito "engordativo" da comida versus o desfrutar do sabor, por exemplo: chocolate combina com "engordativo" ou "delicioso"?;
- pensar na comida em termos culinários e não nutricionais, por exemplo: ovos fritos combinam mais com "café da manhã" ou "colesterol"?;
- se a pessoa acha que se alimenta de forma saudável etc.

Resultados:
Comparados com os franceses, uma porcentagem maior de americanos:
- associaram muito mais os alimentos a características como "saudável" e "não saudável" do que a características sensoriais dos alimentos como sabor, aroma, textura etc.;
- disseram que prefeririam consumir uma pílula no lugar das refeições (!!!);
- disseram que prefeririam escolher uma semana em um hotel luxuoso que servisse refeições medianas a ficar em um hotel modesto mas com comida deliciosa (pelo mesmo preço);
Por outro lado, muito mais franceses concordaram com a afirmação "Eu tenho uma alimentação saudável."

Resumindo as diferenças de alimentação e atividade física entre franceses e americanos, segundo pesquisa de Rozin (2003), temos:
  • Tamanho das porções alimentares
  • Duração da refeição
  • Comer com outras pessoas, socializando-se e conversando
  • "Beliscadas" ao longo do dia
  • Priorizar frescor e sabor X Tempo de prateleira
  • Prazer alimentar X "Paranoia" alimentar
  • Consumo alimentar (ex.: frutas, verduras, vinho)
  • Variedade alimentar
  • Caminhar/bicicleta X andar de carro
E quanto às diferenças de paradigmas:
  • Moderação X Ideologia da abundância
  • Qualidade X Quantidade
  • Prazer X Conforto
O que isso nos mostra?

Que o prazer de comer, de preparar a comida e usar o momento da refeição para socializar e estar junto de quem se gosta, aliado a um estilo de vida menos sedentário, faz dos franceses não apenas uma população com baixos índices de doenças, mas menos preocupada ou estressada sobre alimentação e talvez esse seja um dos motivos de serem mais saudáveis em relação aos americanos, que estão cada vez mais obcecados com dietas, lançando a todo momento estratégias "milagrosas" para perda de peso, fazendo uso de produtos diet/light constantemente, abrindo mão de apreciar a comida e no entanto, as taxas de obesidade nos EUA continuam crescendo significativamente desde as últimas décadas.

E os brasileiros? Será que se assemelham a quais povos em relação à maneira como lidam com a alimentação?

E você? Vive fazendo "dieta", privando-se de tudo aquilo de que gosta, ou perdendo até a noção do que gosta ou não, comendo algo só porque acha que é "mais saudável" e no entanto não consegue resultados, continuando sempre insatisfeito (a)? Somente um nutricionista especializado poderá ajudá-lo (a) a melhorar sua relação com a comida e não somente começar "mais uma dieta".